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Desejo da Lua

Desejo da Lua

Autor - Fonte: Lucy Monroe
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Filhos da Lua 02
Lucy Monroe

Se fosse por ele, Talorc – Laird do clã Sinclair e líder do seu bando de lobisomens — nunca casaria. Mas quando o rei ordena que Talorc despose uma mulher inglesa, o solitário lobo está chocado por encontrar sua companheira na determinada Abigail. E depois de uma noite de casamento cheia de clima, as duas almas ferozmente independentes sentem um laço inquebrável…
Surda desde a infância, Abigail espera manter sua deficiência longe de Talorc tanto quanto possível. Da parte dele, ele não tem nenhuma intenção de dizer a ela sobre ser um lobisomem. Mas quando Abigail descobre que o marido que começou a amar a enganou, Talorc levará toda a for
a de seu guerreiro — e esperteza do seu lobo — para ganhar sua esposa de volta. E ainda terá que enfrentar seu maior desafio:
A vulnerabilidade de um homem apaixonado…



Revisão Inicial: Vanessa, Josyvane, Miriam, Heloisa
Revisão Final: Josyvane
Visto Final: Heloisa
PROJETO REVISORAS TRADUÇÕES


Prólogo

Milênios atrás, Deus criou uma raça de pessoas tão ferozes que até suas mulheres eram temidas em batalha. Era um povo guerreiro em todos os aspectos, que recusava submeter-se ao domínio de qualquer governante que não fosse um dos seus… sem importar o tamanho das tropas enviadas para subjugá-los. Seus inimigos diziam que eles lutavam como animais. Seus inimigos vencidos nada diziam, pois estavam mortos.
Era considerado um povo primitivo e bárbaro porque desfiguravam suas peles com tatuagens em tinta azul. Os desenhos eram normalmente simples. Uma única besta era pintada em um contorno simples, embora alguns membros do clã tivessem mais marcas que rivalizavam com os celtas pela complexidade artística. Estes eram os líderes dos clãs, e seus inimigos nunca eram capazes de descobrir o significado de quaisquer das tatuagens azuis.
Alguns suporiam que eram símbolos de sua natureza bélica e nisso estavam parcialmente certos. Pois as bestas representavam uma parte deles mesmos, algo que esse violento e independente povo mantinha em segredo frente à dor da morte. Era um segredo que eles guardavam por séculos de sua existência, na época em que a maioria migrou por todo território europeu para se estabelecer no inóspito norte da Escócia.
Seus inimigos romanos os chamavam de Pictos, um nome aceito pelos outros povos de sua região e de regiões ao sul… eles chamavam a si mesmos de Chrechte.
Seu gosto selvagem pela luta e a conquista vinha da parte de sua natureza que seus equivalentes completamente humanos não desfrutavam. Porque este povo feroz mudava de forma e as tatuagens azuladas em suas peles eram marcas dadas como parte de um ritual de passagem. Quando sua primeira mudança ocorria, eram marcados com o tipo de animal no que podiam se transformar. Alguns controlavam a transformação. Outros não. E embora a maioria fosse lobo, também existiam grandes felinos caçadores e aves de rapina.
Nenhum dos que se transformavam reproduziam-se tão depressa ou abundantemente quanto seus irmãos e irmãs inteiramente humanos. Ainda que eles fossem uma raça temível e sua perspicácia fosse aprimorada por uma compreensão da natureza que a maioria dos humanos não possuía, eles não eram precipitados e não eram governados por sua natureza animal.
Um guerreiro podia matar a centenas de seus inimigos, mas ela ou ele poderia morrer antes de ter uma descendência, a morte levaria a um inevitável encolhimento do clã. Alguns clãs Pictos e aqueles conhecidos por outros nomes em outras partes do mundo já tinham se extinguido ao invés de se submeterem aos inferiores, porém numerosos humanos que os rodeavam.
A maior parte dos que se transformavam das Highlanders Escocesas foram muito inteligentes para enfrentar o fim de sua raça, por isso preferiram se misturar. Eles vislumbravam o futuro. No nono século D.C., Keneth MacAlpin ascendeu ao trono escocês. De origem Chrechte por parte de mãe, MacAlpin era o resultado de um "casamento inter-racial”, e sua natureza humana era predominante. Ele não era capaz da “mudança", mas isso não o deteve na hora de reivindicar o trono Picto (como era chamado então). A fim de garantir sua monarquia, ele traiu seus irmãos Chrechte durante um jantar, matando toda Família Real de sua raça e consolidou para sempre uma desconfiança para os humanos de seus companheiros Chrechte.
Apesar desta desconfiança, os Chrechte perceberam que eles poderiam desaparecer lutando contra uma sempre crescente e usurpadora raça humana, ou poderiam se juntar aos clãs Celtas.
Eles se juntaram.
Para aos que pertenciam ao do resto do mundo, embora muitos viviam para testemunhar sua antiga existência, o povo Picto já não existia mais.
Por não estar em suas naturezas serem governados por quaisquer que não fossem um deles, depois de duas gerações, os clãs Celtas que assimilaram os Chrechte eram governados por chefes de clã que se transformavam. Em sua maioria, os integrantes humanos ignoravam este fato; porém, para poucos eram confiados os segredos de seus parentes. Aqueles que sabiam os segredos estavam cientes de que trair o código de silêncio significava morte certa e imediata.
Aquele código de silêncio raramente era quebrado, ainda que os que se transformavam migraram a outras partes do mundo juntamente com seus pares humanos. Podemos encontrá-los em cada continente, embora poucos acreditem em sua existência e inclusive poucos saibam com segurança.












CAPÍTULO 1

Nós, os moradores mais remotos sobre a Terra, os últimos
seres livres, fomos protegidos. por nosso confinamento
e pela obscuridade que envolveu nosso nome.
além de nós não existe nenhuma nação, nada além de ondas e rochas.
REI CALGACUS DOS PICTOS, TERCEIRO SÉCULO DC


—É guerra então? — o velho escocês grisalho, Osgard, perguntou a seu laird.
Barr, segundo no comando de seu poderoso líder, franziu a testa.
—Contra nosso próprio rei?
A tentação de dizer sim era grande. Talorc, Laird do clã Sinclair e líder para seu bando Chrechte, teve que manter sua mandíbula cerrada para impedir a palavra de sair. Serviria de lição para David. Talorc não duvidava que se ele ordenasse, seu clã iria guerrear contra o rei ainda questionado por muitos Highlanders como o soberano de toda Escócia.
Nas Highlands pelo menos, a primeira lealdade ainda era para o chefe do clã, não para o rei. Onde isso deixaria o “civilizado” rei então?
Mas o homem elevado pelos Normandos naquele buraco do inferno ao sul era um amigo. Apesar da influência sassenach , Talorc respeitava o Rei David quando poucos homens ganharam essa honra.
—Não foi suficiente ele enviar uma noiva inglesa a você, agora ele envia outra? — Osgard perguntou, sua voz envelhecida ainda forte o suficiente para expressar sua fúria.
—Não planeja enviar esta — Barr disse.
Como se Talorc já não soubesse dos detalhes da maldita mensagem.
—Não, ele espera que eu viaje para a Inglaterra para casar com ela.
—Isso é uma afronta — Osgard rosnou.
Barr concordou.
—Uma ofensa que não pode tomar levemente.
—De acordo com o mensageiro, foram ambos os Reis, David e o da Inglaterra, que ficaram ofendidos por você não ter se casado com a primeira mulher inglesa — Guaire, Senescal de Talorc quietamente acrescentou, ganhando um penetrante olhar sulfúrico de Osgard.
O ancião, que permaneceu no lugar do pai de Talorc como conselheiro desde a morte dele, deliberadamente se virou para Guaire, que não estava em sua linha de visão.
—Alguns poderiam se importar pela ofensa ao rei sassenach, mas existem aqueles de nós que sabem melhor do que confiar nos ingleses. Especialmente um que busca impor uma esposa para nosso laird.
—Não estou preocupado com nenhum desgosto do rei, mas meramente assinalei que eles se ofenderam primeiro e isso poderia explicar o desagradável pedido ao nosso p...

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