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Livro: Meu Anjo Loiro

Membro: Equipe Multi Ajuda    Autor - Fonte: Nora Roberts

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Gabriel’s Angel Nora Roberts Uma mulher em fuga e um homem atormentado encontram a salvação quando são obrigados a buscar refúgio em uma cabana.

Grávida e viúva, Laura Malone precisava se afastar de pessoas com a intenção de tomar a custódia de seu filho. Um acidente de carro e uma nevasca fazem com que ela encontre Gabriel Bradley, um homem solitário que logo se acostuma com a presença de Laura e do bebê por nascer. Pois, para ele, Laura passou a significar a razão de sua vida, a coragem para ter esperança e a força para sonhar que ainda existia um futuro com a família que ele tanto desejava...

Tradução Gracinda Vasconcelos Harlequin 2011 Para Tom, Larry e Kim, por terem o bom senso de fazer um bom casamento.

PUBLICADO SOB ACORDO COM HARLEQUIN ENTERPRISES II B.V/S.à.r.l.

Todos os direitos reservados. Proibidos a reprodução, o armazenamento ou a transmissão, no todo ou em parte.

Todos os personagens desta obra são fictícios. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência.

Título original: GABRIEL’S ANGEL Copyright © 1989 by Nora Roberts Originalmente publicado em 1989 por Silhouette Intimate Moments Arte-final de capa: Isabelle Paiva Editoração Eletrônica: ABREUT’S SYSTEM Tel.: (55 XX 21) 2220-3654/2524-8037 Impressão: RR DONNELLEY Tel.: (55 XX11) 2148-3500 www.rrdonnelley.com.br Distribuição exclusiva para bancas de jornais e revistas de todo o Brasil: Fernando Chinaglia Distribuidora S/A Rua Teodoro da Silva, 907 Grajaú, Rio de Janeiro, RJ — 20563-900 Para solicitar edições antigas, entre em contato com o DISK BANCAS: (55 XX11) 2195-3186/2195-3185/2195-3182 Editora HR Ltda.

Rua Argentina, 171, 4o andar São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ - 20921-380 Correspondência para: Caixa Postal 8516 Rio de Janeiro, RJ — 20220-971 Aos cuidados de Virgínia Rivera vírginia.rivera@hariequinbooks.còm.br Capítulo Um Neve maldita. Gabe engrenou a segunda marcha e re¬duziu a velocidade do jipe para 24km/h. Praguejando, estreitou o olhar. Pelo movimento frenético dos limpa¬dores do pára-brisa tudo que podia ver era uma parede branca. Nenhuma terra encantada de inverno. A neve caía em flocos grandes e tão pesados quanto os punhos de um homem.

Aquela tempestade demoraria a passar, pensou en¬quanto virava a curva seguinte quase em um rastejo. Considerava-se afortunado por após seis meses ainda se lembrar tão bem da estrada estreita e sinuosa. Podia dirigir apenas pelo tato, mas um recém-chegado não teria chance. Mesmo com essa vantagem, seus ombros e nuca estavam rijos de tensão. A neve no Colorado po¬dia ser tão cruel na primavera quanto no auge do inver¬no e podia durar uma hora ou um dia. Pelo visto, aquela fora uma surpresa para todos, residentes, turistas e para o Serviço Nacional de Meteorologia.

Restavam apenas 8km a percorrer. Então poderia descarregar seus suprimentos, acender a lareira e des¬frutar a tempestade de abril no conforto de sua cabana, com uma xícara de café quente ou uma cerveja gelada.

O jipe rangeu em uma subida, como um tanque blindado, e ele se sentiu grato pela sua solidez e resis¬tência. A nevasca inesperada poderia forçá-lo a levar três vezes mais tempo para perfazer a viagem de 32km da cidade até sua casa, mas pelo menos estava conseguido.

Os limpadores trabalhavam arduamente para de¬sobstruir o pára-brisa. Havia segundos de visão bran¬ca, seguidos por segundos de cegueira branca. Naquele ritmo, a neve já teria alcançado meio metro de altura ao anoitecer. Gabe confortou-se com o pensamento de que estaria em casa bem antes disso, mesmo quando o ar no jipe se tornou pesado com seu praguejar. Se não tivesse perdido a noção do tempo no dia anterior, teria comprado seus suprimentos e agora estaria rindo do tempo.

A pista se abriu em um "S" lento. Gabe o contor¬nou com cautela. Para ele, era difícil se mover devagar, sob quaisquer circunstâncias, mas durante o inverno ganhara um saudável respeito pelas montanhas e es¬tradas que haviam sido abertas entre elas. O guard-rail era bastante robusto, mas em baixo, os precipícios eram implacáveis. Não estava preocupado em cometer um erro, o jipe era sólido como uma rocha, mas pensava em outras pessoas que poderiam estar viajando para o norte ou para sul na estrada, desviando o carro para a margem ou acabando mortos no meio da estrada.

Queria um cigarro. Suas mãos seguravam o volan¬te com firmeza, estava quase louco por um cigarro. Mas era um luxo que teria que esperar. Faltavam 4km a percorrer.

A tensão nos ombros começou a aliviar. Não via ou¬tro carro há mais de vinte minutos, e era muito prová¬vel que não visse nenhum agora. Qualquer pessoa com juízo teria procurado um abrigo. Daquele ponto em diante, quase podia sentir o caminho de casa. Isso era bom. A seu lado, o rádio falava sobre estradas fechadas e atividades canceladas. Gabe sempre se admirava com o fato de as pessoas planejarem reuniões, almoços, reci¬tais e ensaios com tanta freqüência.

Mas isso fazia parte da natureza humana, supôs. Sempre planejando se reunir, nem que fosse apenas para vender bolos e biscoitos. Preferia ficar sozinho. Pelo menos por enquanto.

Caso contrário, não teria comprado a cabana e se enterrado nos últimos seis meses.

A solidão lhe propiciava liberdade para pensar, tra¬balhar e se curar. E vinha fazendo essas três coisas.

Quase suspirou ao ver, ou melhor, sentir a estrada se inclinar mais uma vez. Era a última elevação antes de terminar o trajeto.

Faltavam menos de 2km agora. Seu rosto, tenso pela concentração, relaxou. Não era um rosto liso ou espe¬cialmente belo, era magro e demasiado anguloso para ser agradável, e o nariz era desalinhado, devido a uma divergência acirrada com o irmão mais novo durante a adolescência. Gabe não o culpava por aquilo.

Por ter esquecido de colocar o chapéu, o cabelo loiro-escuro caía desalinhado em torno do rosto. Era longo e pousava, um pouco desgrenhado, sobre o colarinho do casaco. Horas antes, o pen...
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