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Livro: A Vingança - Violet Winspear

Membro: Equipe Multi Ajuda    Autor - Fonte: Violet Winspear

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Violet Winspear Copyright: VIOLET WINSPEAR Título original: ”THE VALDEZ MARRIAGE Publicado originalmente em 1978 pela Mills & Boon Ltd.. Londres. Inglaterra Tradução: HIDEO ARTHUR RAMIREa SUGUsTA Copyright para a língua portuguesa 1981 EDITORA EDIBOLSO LTDA. São Paulo Uma empresa do GRUPO ABRIL Composto e impresso nas oficinas da ABRIL S.A. CULTURAL E INDUSTRIAL Foto da capa: KEYSTONF Digitalização e revisão: Fátima Tomás CAPÍTULO I Darcy esperou, na quietude morna da tarde que fazia até as cigarras se calarem. Apesar do dia estar terminando, o calor sufocante ainda permanecia no ar.

A pequena estação estava deserta e silenciosa e não havia ninguém ali esperando por ela. Como tinha que aguardar que viessem buscá-la, Darcy foi abrigar-se à sombra de uma palmeira, com a sensação de que tudo aquilo era irreal.

Apertou a alça da bolsa onde estava guardada a carta, cujas palavras eram bem reais: ”Meu irmão Ramón deseja muito vê-la, por isso você tem que vir a San Solito imediatamente. Eu, Júlio Valdez, acho que você lhe deve alguma obrigação pelo que lhe causou e não vou aceitar recusa de sua parte...” Darcy deu um leve suspiro. Desde o momento que abriu o envelope e viu a assinatura no fim da página, sentiu uma espécie de condenação. O tom da carta era tão autoritário que ela sabia que, se não aceitasse as ordens de Júlio Valdez, com certeza ele iria à Inglaterra para arrastá-la até a Espanha.

Ela e Ramón tinham se conhecido quando eram estudantes na escola superior de música, onde ficaram amigos. Mas quando o espanhol confessou estar loucamente apaixonado por ela, Darcy sorriu e procurou evitar se envolver emocionalmente com ele.

Eles tinham saído a passear no pequeno carro dela e, como Darcy ficou o tempo todo ocupada em afastar a mão que ele insistia em colocar nos seus joelhos, não conseguiu evitar a colisão com um carro que lhe cortou a frente.

Ramón ficou gravemente ferido e, tão logo foi possível, sua família o levou de volta para a Espanha. Esperavam que lá ele se recuperasse. Mas, na carta, Júlio informava que Ramón estava preso a uma cadeira de rodas, com pouca esperança de andar novamente A notícia era chocante. Ramón estava correndo o risco de se tornar um inválido! Darcy passou nervosamente a mão pelos cabelos que caíam numa onda suave sobre a testa. Os olhos cor de mel, sombreados por cílios castanhos, contrastavam com o tom escuro dos cabelos. O nariz era fino e um pouco arrebitado. Sem ser exatamente uma beldade, era bastante atraente. E a decisão de vir a San Solito bem demonstrava sua força de caráter e bondade.

Respondeu à carta de Júlio Valdez dizendo que iria o mais breve possível ver Ramón. Mas não disse que o que sentia por ele era somente piedade e que não tinha sido inteiramente culpa dela que ele tivesse ficado paralítico.

Esbelta, usando um vestido de linho e uma echarpe em volta do pescoço, Darcy se mostrava calma e serena. Por dentro, no entanto, era um feixe de nervos. Pensava na distância que a separava da Inglaterra e nos poucos amigos que sabiam que ela tinha vindo à Espanha para uma visita. Sua mãe, a quem ela gostaria de contar seus receios, estava morando agora na África do Sul com o segundo marido.

O que havia naquela carta que a fazia sentir-se tão nervosa? Era somente imaginação sua o que parecia uma ameaça, uma insinuação e vingança? Venganza, ela pensou, nervosa. A vingança de um latino, que dizem ser impiedosa.

O céu avermelhado anunciava o crepúsculo. Escurecia aos poucos quando ela ouviu o som de pneus no calçamento de pedras. Olhando para o lado da estação, viu um carro entrar rápido no pátio. O homem que o dirigia saiu e veio encontrar-se com ela.

Ao ver Júlio Valdez à sua frente, ela percebeu imediatamente que jamais o havia esquecido. Moreno, alto, o rosto másculo de feições um pouco duras e os olhos, dos quais ela se lembrava tão bem, fixos nela.

Quer dizer que estamos nos encontrando outra vez, srta. Beaudine. Ele falava bem o inglês, com um ligeiro sotaque espanhol.

Darcy lembrou-se da última vez que o tinha visto. Ele vestia um terno cinza de listras finas e, com uma expressão fria e orgulhosa, tinha feito com que ela se sentisse uma garota irresponsável, irritando-a profundamente. Agora, no entanto, aqueles olhos a faziam sentir-se bem mulher e isso a deixou intranquila.

Muy buenas, senorita.

Ele apertou a mão dela. A pressão forte dos seus dedos fez com que uma estranha sensação percorresse todo o corpo de Darcy. Assustada, tentou retirar a mão. Ele então apertou-a mais forte, como a dizer que agora ela era prisioneira da família Valdez e que de forma alguma poderia escapar.

Como a senorita tem passado, desde o acidente? Bem, obrigada.

A mesma voz, forte e dominadora, pensou ela. E agora aquele olhar insistente que a deixava ainda mais nervosa. Lembrava-se dele no corredor do hospital quando, furioso, ele a acusou de guiar o carro como uma irresponsável, incapaz de guiar até um carrinho de feira. Darcy tinha pensado que ele ia processá-la pelo acidente, mas em vez disso a família Valdez levou Ramón para a Espanha e ela nunca mais teve notícias dele... até a chegada da carta de Júlio.

Antes eu pudesse dizer o mesmo de Ramón! Mas agora o que ele mais quer na vida é casar-se com você.

Darcy sentiu o coração bater mais forte e olhou horrorizada para L aquele homem, que a informava tão friamente de que ela não estava lá somente para uma simples visita a Ramón.

Era impossível acreditar no que estava ouvindo... era ridículo e até cómico.

Parece que a senorita não trouxe muita coisa ele disse, olhando para a única mala que ela carregava.

Eu... eu não vou ficar aqui por... muito tempo ela gaguejou.

Acha que não? Com os olhos semicerrados ele a olhou com ironia. Bem, não se preocupe quanto ao vestido de casamento. Temos lá na fazenda uma boa costureira, que poderá lhe fazer um.

Mas o que é isto? Darcy estava assustada. Eu não vim aqui para me casar com ninguém! Não? Não leu nas entrelinhas da cart...
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Comentários:

Adriana: Bom demais!!!!!.

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